18

OUTUBRO

17h00

Sofia Dinis & Fernando Miguel Jaloto

Ludovice Ensemble

Viola da Gamba & Órgão

Igreja Matriz de Requião

PROGRAMA

 

ALLA BASTARDA

Diminuições italianas e ibéricas para viola da gamba e órgão


Exordium

Giovanni Salvatore (início do século XVII - ca.1688)

Toccata Prima del primo tuono finto

Diego Ortiz (ca.1510-ca.1570)

Recercade I-III

 

Propositio

Pierre Sandrin (ca.1490-1561)

Sopra "Doulce Mémoire" 

Hernando de Cabezón (1541-1602) 

Dulce memoire 

Diego Ortiz (ca.1510-ca.1570)

Recercada IV sobre la canción Doulce memoire 
 

Orlande de Lassus (1530/32-1594)

Sopra "Susanne ung jour" I

 

Andrea Gabrieli (1532/33-1585)

Susanne un jour

 

Bartolomé de Selma y Salaverde (ca.1595-ca.1638)

Susana passegiata

 

Cipriano de Rore (1515/16-1565)

Sopra "Ancor che col partire"

Antonio de Cabezón (1510-1566) 

Ancol que col partire 

 

Riccardo Rognioni Taeggio (ca. 1550 - ca. 1620)
Ancor che col partire 

 

Orlande de Lassus (1530/32-1594)

Sopra "Susanne ung jour" II

Manuel Rodrigues Coelho (ca.1555-1635)

Segunda Susana glosada

 

Francesco Rognioni Taeggio (ca.1575-ca.1626)

Susanna un jour 

 

Peroratio

Jacques Arcadelt (ca.1504-1568)

Sopra "Ancidetemi pur, grievi martiri" 

 

Girolamo Frescobaldi (1583-1643)

Ancidetemi pur d’Arcadelt passaggiato

 

Duarte Lobo (ca.1565-1646) 

Sopra "Audivi vocem de caelo" 

Audivi vocem passaggiato alla bastarda (F. M. Jalôto)

Sofia Diniz é natural de Lisboa. Tendo tido desde cedo uma formação na área da dança e da música nas escolas do Conservatório Nacional, optou pelo curso de violoncelo e em 1998 concluiu o bacharelato na Escola Superior de Música de Lisboa. Foi nos cursos da Academia de Música Antiga de Lisboa que surgiu o seu interesse pela interpretação histórica em instrumentos originais e a motivação para especializar-se nesta área. Como bolseira do Centro Nacional de Cultura de Lisboa e mais tarde do programa Nuffic-Huygens do estado Holandês concluiu os diplomas de Bachelor of Music com Rainer Zipperling na Musikhochschule em Colónia e de Master of Music no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos) e de Bruxelas (Bélgica) com os gambistas Wieland Kuijken e Philippe Pierlot. Em 2005 foi convidada para dar um recital como Solista Jovem Talento no Festival Bach em Liége e em 2006 no Festival Printemps Baroque em Bruxelas. Sofia Diniz é fundadora e directora artística do Ensemble ConTrastes, ensemble dedicado ao repertório para e com viola da gamba do período barroco e co-fundadora dos agrupamentos Concerto Campestre (Pedro Castro) e do Consorte de violas Viols Voice e trabalha com vários ensembles conceituados na área da música antiga, entre os quais realça a colaboração com os ensembles The Spirit of Gambo (Freek Bortslap), Il Fondamento (Paul Dombrecht), Ricercar Consort (Philippe Pierlot), Collegium Vocale Gent (Philippe Herreweghe), Hespèrion XXI (Jordi Savall), Ludovice Ensemble (Fernando Miguel Jalôto), Sete Lágrimas (Filipe Faria e Sérgio Peixoto) ou Concerto Köln entre outros. Sofia Diniz toca em orquestra ou como solista nos mais variados festivais Europeus, tais como o Festival de Música de Mafra, o Bach Festival en Vallée Mosane (Belgica), Folles Journée (França) ou Holland Festival Oude Musik Utrecht e em gravações tais como nos álbuns Terra, Vento e Pedra para a editora MU com o agrupamento Sete Lágrimas; Organa Vocis, numa produção da DRAC com órgãos históricos da ilha da Madeira com o organista António Esteireiro; Fantazias de Purcell e a Cantata BWV 198 para a editora MIRARE com Ricercar Consort; Missa Salisburgensis de Biber para AliaVox com Hisperion XXI sob direcção de Jordi Savall; Schwanengesang de Schütz para Harmonia Mundi com Collegium Vocale Gent e Concerto Palatino sob direcção de Philippe Herreweghe; e gravação integral ao vivo para o canal ARTE da Ópera Dido e Aeneas de H. Purcell com Ricercar Consort e Collegium Vocale Gent sob direcção de Philippe Pierlot. Sofia Diniz lançou em 2018 a sua primeira gravação a solo, La Lyre d’Apollon, a integral do Premier Livre de Pièces de Violle de Jacques Morel (1709), pela editora alemã Conditura Records. No âmbito desta gravação, Sofia Diniz colaborou na edição moderna da partitura desta mesma obra de Morel pela Edition Güntersberg.

 

Fernando Miguel Jalôto é fundador e director artístico do Ludovice Ensemble, um dos mais activos e prestigiados grupos nacionais de Música Antiga. É membro da Orquestra Barroca Casa da Música (Porto) - com quem foi várias vezes solista em concertos de Seixas, J. S. Bach, C. Ph. E. Bach e Guilhermina da Prússia - e colabora com grupos especializados internacionais tais como Oltremontano, La Galanía, Vox Luminis, La Colombina, Capilla Flamenca, Collegium Musicum Madrid, Bonne Corde, entre outros. Apresentou­‑se em vários festivais e inúmeros concertos em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Alemanha, Áustria, Polónia, Bulgária, Israel, China e Japão. Toca frequentemente com a Orquestra e Coro Gulbenkian (Lisboa) e apresentou­‑se com a Lyra Baroque Orchestra (Minnesota), a Real Escolania de San Lourenço d’El Escorial, a Orquestra da Radiotelevisão Norueguesa, a Camerata Academica Salzburg, a Orquestra de Câmara da Sinfónica da Galiza e a Real Filarmonia da Galiza, entre outras. Foi membro da Académie Baroque Européenne de Ambronay (França), da Academia MUSICA de Neerpelt (Bélgica) e da orquestra barroca Divino Sospiro. Trabalhou sob a direcção de alguns dos maiores maestros especializados. Gravou para a Ramée/Outhere (com o Ludovice Ensemble), Brilliant Classics (Integral das Suites para Cravo solo de Dieupart), Dynamic (Concerto para cravo em sol menor de Carlos Seixas), Harmonia Mundi, Glossa Music, Parati, Anima & Corpo e Conditura Records, bem como para as rádios portuguesa, alemã e checa, e os canais televisivos Mezzo, Arte e RTP. Em 2019 apresentou um recital a solo dedicado à obra do napolitano Giovanni Salvatore no Festival Oude Muziek de Utrecht (Holanda). Para 2020 encontram-se agendados 2 recitais a solo dedicados a D. Scarlatti e C. Seixas a convite do Património Nacional (Espanha). Como maestro dirigiu grandes obras do repertório barroco como as Vésperas de Monteverdi, várias missas e cantatas de Bach, oratórias de A. Scarlatti, óperas de Lully, Charpentier e Bourgeois, e motetos de Rameau em salas como a Fundação Gulbenkian e o CCB. Miguel completou os diplomas de Bachelor of Music e de Master of Music em Cravo no Departamento de Música Antiga e Práticas Históricas de Interpretação do Conservatório Real da Haia (Países Baixos), na classe de Jacques Ogg. Frequentou masterclasses com Gustav Leonhardt, Olivier Baumont, Ilton Wjuniski e Laurence Cummings. Estudou também órgão barroco e clavicórdio, e foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura. É Mestre em Música pela Universidade de Aveiro e presentemente é doutorando em Ciências Musicais | Musicologia Histórica na Universidade Nova de Lisboa como Bolseiro da FCT sob a orientação de Rui Vieira Nery e Cristina Fernandes.

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